sexta-feira, 16 de maio de 2025

VOLTANDO EM GRANDE ESTILO...

 

ELE CHEGOU!

(APENAS UMA OBSERVAÇÃO AQUI. 
ESCREVI O TEXTO QUE SEGUE QUANDO ELE NASCEU, DIA 22 DE ABRIL. 
HOJE, JÁ FAZ QUASE UM MÊS, MAS VALE O REGISTRO. 😉)


DEPOIS DE CINCO LINDAS NETINHAS... UM GAROTINHO!

LINDO E FORTE,  DO ALTO DOS SEUS  3,562KG E 49CM!

GABRIEL CHEGOU ROMPENDO PARADIGMAS. 

QUARTO FILHO, O QUE CONVENHAMOS NÃO É MUITO USUAL NOS DIAS DE HOJE E  MENINO, BENDITO ENTRE AS MULHERES QUE NÃO SÃO POUCAS NESTA FAMÍLIA!

ESPERANDO POR ELE, AS IRMÃS E AS PRIMAS. 

JULIA E ANNA, PRÉ-ADOLESCENTES, JÁ COM MUITO A CONTRIBUIR E ENSINAR AO MEMBRO MAIS NOVO DA TURMA. ESTÃO NAQUELA IDADE GOSTOSA EM QUE CUIDAM DIREITINHO, MAS COM A LEVEZA DA JUVENTUDE MAL COMEÇANDO.

CAMILA E LIA, AS SEGUNDINHAS, TAMBÉM JÁ CRESCERAM. TALVEZ SE TORNEM SUAS PARCEIRAS DE BRINCADEIRAS COM MUITA CRIATIVIDADE E PACIÊNCIA. 

E TALITA, A PEQUENINA, UM POUCO PREOCUPADA, UM POUCO FELIZ...

CONVERSANDO COM ELA OUTRO DIA, CONTEI QUE TAMBÉM FUI A CAÇULINHA ATÉ  QUE, DEPOIS DE 7 ANOS, CHEGOU MEU IRMÃO! E ELA, CURIOSA, PERGUNTA: E AÍ, VÓ? O QUE VOCÊ FEZ?

ENTÃO CONTEI A ELA QUE BRINQUEI MUITO COM ELE, INVENTEI MUITAS BRINCADEIRAS, FIZ ELE DORMIR, DEI PAPINHA, AJUDEI NAS TAREFAS DA ESCOLA E QUE, NO FINAL, CRESCEMOS COMO BONS AMIGOS.

A EXPECTATIVA É GRANDE, OS SONHOS TAMBÉM.

COMO AVÓ, ASSIM COMO AS MENINAS, TAMBÉM TENHO OS MEUS SONHOS E DESEJOS. MAS, SENDO SINCERA, A INCERTEZA DE “SE VOU DAR CONTA” ÀS VEZES ME ASSALTA. TALVEZ POR NÃO PODER ESTAR POR PERTO NA SUA CHEGADA OU TALVEZ PELA IDADE E AS CONDIÇÕES FÍSICAS QUE JÁ FORAM MELHORES!

SÓ SEI QUE, A EMOÇÃO É IGUAL A TODAS AS OUTRAS VEZES. E A ESPERANÇA DE QUE TEREMOS MOMENTOS FELIZES E CRIAREMOS MUITAS MEMÓRIAS ENCHE MEU CORAÇÃO.

GABRIEL, A VOVÓ LOGO LOGO VAI ESTAR PRONTA PRA TE VER E TE DAR MUITO COLINHO!

POR ENQUANTO, FIQUE COM O MEU AMOR,

 

VOH NIL  <><<

 

PS. ATUALIZANDO... NÃO ESTIVE NA CHEGADA MAS, DEI UM JEITO DE IR NO DIA SEGUINTE. FOI PUNK MAS VALEU A PENA! AQUELE CHEIRINHO DE BEBÊ REFEZ AS MINHAS FORÇAS! 💙

sexta-feira, 17 de janeiro de 2020

SOU UMA PROFISSIONAL DA SAÚDE.

Pois é.

Ouvi isso a minha vida inteira.
"Você que é da saúde..."
"Pra você que é da saúde..."
"Ah! Mas você é da saúde, né?"

O que isso quer dizer, afinal? "Ser da saúde".

De uma profissão ignorada por muitos e confundida com outras lá  pelos idos dos anos 70 a uma glamourização surpreendente nos anos 90, a Fisioterapia vem se estabelecendo, crescendo e sendo valorizada a duras penas.

Mas o que é ser Fisio? Que papel temos diante dos nossos pacientes? Fico pensando em quantos deles acabam fazendo parte da nossa vida e nos construindo enquanto seres humanos que somos! 

Aprendemos a cada dia. 
A cada dia casos e circunstancias nos levam a repensar nosso saber, nossa conduta, nossos valores, nossa ética.

Mas porque esse assunto hoje? Porque refletir sobre a persona que criamos através da nossa capacitação enquanto "profissional da saúde"?

Perdi um paciente neste fim de ano. Soube agora, nessa semana, que ele havia falecido no dia de Natal. 
Havia me encontrado com ele e a família um dias antes disso. 
Como deixei de clinicar para assumir a Tecnologia Assistiva em período integral no trabalho deixei de atendê-lo. E naquele dia ele havia me visto pelos corredores e fez com que sua mãe me chamasse. Devido a sequelas de Paralisia Cerebral ele não falava mas se fazia entender muito bem. E como! 
Como quase todo quadriespático tinha um temperamento muito forte o que fez nossa relação durante o tempo de tratamento ser bastante difícil. Mas ele sabia que eu o amava , assim como amo todos os meus pacientes. Ele sabia, e eu deixava isso bem claro a ele e à sua mãe, que eu fazia tudo ao meu alcance para que ele tivesse uma qualidade de vida e alguma melhora no seu quadro.

Quando recebi a noticia de sua morte, me veio à mente a alegria que ele demonstrou ao me ver naquele dia. Sua felicidade demonstrada por toda a sua expressão corporal ficou gravada em minha mente e disse ao meu coração que valeu a pena. Que de alguma forma eu havia deixado uma marca em sua vida, tão curta.

E é isso que é ser da saúde. Altos e baixos, alegrias e tristezas, sucessos e derrotas. Vidas que passam por nós e que merecem de nós  amor,  cuidado e  respeito. 

Muitas vezes choramos diante do insucesso, da progressão de uma doença degenerativa, de um diagnóstico, da morte.

Mas nos refazemos em seguida porque nossa vida é isso, persistir, tentar, resistir. É olhar adiante e antever um progresso que muitas vezes ninguém vê. 

Hoje estou triste. Mas feliz porque sei que fiz o meu melhor. 
Que seja assim, sempre.

À família do meu paciente, todo meu carinho. 

abraços

Nilcea Trigo <><<







quarta-feira, 1 de janeiro de 2020

VOLTANDO... PARTE II

Olá!
A gente pisca e 7 anos (SETE ANOS????) se passaram desde minha última postagem!

Mas, como diz  o autor de Eclesiastes, "tudo tem seu tempo determinado debaixo dos céus"  e eu acredito muito nisso.

Nesses últimos 10 anos tenho trabalhado exclusivamente na área de Tecnologia Assistiva e neste último ano iniciei um trabalho de produção de conteúdo para a internet sobre esse assunto com uma amiga de faculdade e de vida, a Marian Forte (@osodimarketing).


Foi um ano de muito aprendizado, definições e planejamentos de metas e propósitos. Coisas que mexeram muito com a minha cabeça, com o meu modo de olhar e ver a minha profissão, meus pacientes, os recursos de que dispomos. Enfim, mexeu muito com a minha vida!


Tenho muito que decidir daqui para a frente com relação ao conteúdo e ao futuro disso tudo, mas  uma coisa eu já decidi: Vou incorporar esse blog com todas as suas postagens anteriores sobre Inclusão Escolar ao meu trabalho atual.

Afinal, a Tecnologia Assistiva também é um poderoso facilitador na Inclusão da pessoa com deficiência! E penso que juntar minha experiência atual ao meu inicio de trabalho com a Inclusão seja uma forma de mostrar que a Inclusão não é uma ciência, nem sequer uma lei. 
Ela é uma FILOSOFIA DE VIDA!

abraços

Nilcea Trigo <><< 

*** Se você chegou até aqui através das redes sociais e do @projetotecnoviver2020, seja muito BEM VINDO!!!


sábado, 14 de junho de 2014

VOLTANDO...



Pois é. A vida nos faz surpresas e como dizia o poeta "...o futuro é uma astronave que tentamos pilotar.
Não tem tempo, nem piedade, nem tem hora de chegar.
Sem pedir licença muda a nossa vida e depois convida a rir ou chorar..."


Muita água passou por debaixo da ponte desde o último post. 
Mas, revendo alguns comentários, percebi que é hora de voltar a dividir com vocês um pouco do que tenho aprendido e realizado nestes tempos.

Em primeiro lugar, como já disse em outro post, deixei a clínica na Secretaria onde trabalho e tenho me dedicado em tempo integral à Tecnologia Assistiva, agora junto a uma Equipe de profissionais do Departamento de Tecnologia Assistiva que amam o que fazem  e sentem, como eu, a adrenalina subir sempre que se apresentam novos desafios. Pessoas que acima de tudo têm no coração e na mente a filosofia da Inclusão e do Direito à Acessibilidade a todos.

Tenho aprendido muito, mesmo porque não tive essa disciplina em minha graduação, a Fisioterapia. Essa era uma disciplina da carreira de Terapia Ocupacional.
Quanto a isso, a solução é correr atrás. E é o que estou fazendo.

Descobri que o SUS tem uma Universidade Aberta - a   UNA-SUS , onde disponibilizam cursos gratuitos à distância. 
Isso é uma grande notícia para quem  está longe dos grandes centros ou que, como eu, não tem tempo disponível para um curso presencial.

Estou tratando de me matricular no de Tecnologia Assistiva para atualizar minha teoria sobre o assunto. Digo isso pois em minha praxis diária sempre aprendo muito.  Mas sei que isso não é suficiente e como profissional meu dever é me aperfeiçoar e me reciclar, sempre. Estou encontrando um pouco de dificuldade no registro junto ao CNES mas creio resolver isso nessa próxima semana. Tomara!

Além do curso, outra coisa interessante é que tenho feito Palestras de Sensibilização para os funcionários das Empresas aqui da região, numa parceria com o Departamento de Empregabilidade, onde também tenho aprendido muito. 
Espero poder fazer um post só sobre elas pois, a partir desse convívio num ambiente diferente do meu contexto habitual algumas reflexões e questionamentos estão surgindo em minha mente e vou gostar muito de poder compartilhá-las com vocês. 

Por enquanto, é isso. Até o próximo!

abraços

Nílcea 





terça-feira, 19 de março de 2013

INCLUSÃO

Faz algum tempo que escrevi aqui pela última vez.

Foi uma retrospectiva do ano em que tudo mudou em minha vida profissional.
2011, o ano em que migrei para a área de Órteses e Próteses no lugar onde trabalho.

Passei o ano de 2012  imersa em equipamentos, fornecedores e usuários, concessões e  processos, e tantas outras coisas que  posso afirmar com certeza que esse blog continuará falando de INCLUSÃO! 

Agora sob uma óptica mais global, mais abrangente, se não pelo público com que agora tenho contato, pela filosofia que cada vez mais se arraiga em minha mente. A Inclusão Global da Pessoa com Deficiência. 

Talvez agora eu use este espaço para questionar meu trabalho, analisar (ou tentar entender) a atuação de minha categoria profissional com relação à Inclusão, sugerir algumas coisas ou mesmo pedir ajuda em outras tantas. 

A verdade é que, passados tantos anos, desde que me formei na minha querida  "escolinha" , as coisas mudaram. E como mudaram! 

Hoje participei de um Encontro entre as empresas de Barueri e região e a Secretaria onde trabalho cujo tema era a Inclusão da Pessoa com Deficiência no Mercado de Trabalho. Tenho ajudado esse Departamento da Secretaria realizando algumas palestras de sensibilização sobre Deficiência e Inclusão  nas empresas e é  muito bom ver isso acontecendo. Embora ainda em estágio inicial, com as pessoas ainda tímidas em suas colocações, sei que é uma questão de tempo e "vontade política", uma questão de não abandonarmos o nosso ideal para que de fato as coisas aconteçam e se instalem definitivamente. 

Nessa caminhada, assim como na vida, é importante que a gente saiba onde quer chegar.
 E, para mim,  no que se refere à Inclusão da Pessoa com Deficiência isso fica cada vez mais claro, em todos os aspectos. 


Isto posto,  que tal na próxima vez conversarmos um pouco sobre Tecnologia Assistiva?

Até lá!

abs

Nilcea <><<

OBS. Seus comentários serão preciosos para mim, por isso... fique à vontade! 




sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

RETROSPECTIVA

Estive relendo alguns posts e isso (mais toda a agitação de fim de ano) me fez pensar no quanto minha vida mudou neste ano que está acabando.


A Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiencia (SDPD), local onde exerço a minha vocação remuneradamente, tomou forma e corpo.

Conheci várias pessoas e seu trabalho nas mais diferentes áreas, dentro e fora da Secretaria.

Participei de encontros variados desde Conferencias de Saude a pregões presenciais.

Ajudei,  me responsabilizando pela organização e formatação do Ambulatório de Órteses e Próteses da SDPD.

Apendi muito com relação ao trabalho administrativo (graças à paciencia e competencia da Malu, minha chefe).

Mas o que mais me marcou foi ter mudado minha área de trabalho, ou seja: deixei de fazer parte da Clínica de Reabilitação.

Fazer essa escolha, para mim, foi uma decisão extremamente difícil, apesar do Ambulatório ser um sonho antigo a ser realizado. Isso porque se tratava de uma decisão onde seria "ou isso ou aquilo" como diria Cecilia Meirelles.

Mas uma vez escolhido... mãos à obra!

O fato da fisioterapeuta que assumiu o meu lugar (a Elayne) ser uma Pessoa e Profissional com P maiúsculo abrandou um pouco o sentimento de despedida.

Percebi que trabalhando na concessão de equipamentos, analisando, avaliando, prescrevendo, orientando, encaminhando, eu continuo atuando na Inclusão da Pessoa com Deficiencia e otimizando sua jornada rumo ao que lhe é de direito: o desenvolvimento de suas capacidades.

Um caso em especial me animou muito e quero finalizar contando para vocês:

Analisando os processos de concessão me deparei com um pedido de uma "cadeira elétrica" para um adolescente de 13 anos, com diagnóstico de Encefalopatia Crônica Não Evolutiva - PC.
Estranho...
Chamo o usuário para uma entrevista e avaliação.
Para minha surpresa, Bruno é um menino com paraparesia, Membros Superiores fortes e funcionais, cognitivo razoavelmente preservado, com retrações nos Membros Inferiores, sem tratamento fisioterapêutico e uma vontade imensa de jogar basquete!!

Após uma conversa onde pontuei a necessidade de encaminhá-lo para a Reabilitação e a inadequação do equipamento pedido ( pela própria família, que devido ao crescimento de Bruno imaginava que a tal "cadeira elétrica" seria a solução!) concordamos em fazer nova prescrição, agora de uma cadeira leve e esportiva, perfeitamente adequada às suas necessidades e desejos.

Naquele dia tive a certeza de não ter me equivocado em minha escolha. Continuo fazendo parte desse sonho onde todas as pessoas tenham as mesmas oportunidades apesar das diferenças.



A Deus toda Honra e toda Glória e toda gratidão por esse ano de 2011!



                                          Até 2012!

abs

Nilcea 

sábado, 26 de novembro de 2011

INCLUSÃO e TERCEIRO SETOR



Como já disse anteriormente, no meu trabalho na Prefeitura de Barueri fui transferida para o Ambulatório de Órteses e Próteses para fazer, entre outras coisas, as análises técnicas dos pedidos antes que eles iniciem a tramitação junto a outra Secretaria para serem comprados. (Sobre esse trabalho estou preparando um post futuro, ok?)

Pois bem, por conta disso me afastei da clínica, propriamente dita, e passei os casos para a fisioterapeuta que assumiu em meu lugar, a Elayne (isso mesmo, com Y ! ).

Mas, outro dia, fui chamada a participar de uma conversa sobre um dos meus pacientes antigos. Um caso de paraplegia por mielomeningocele, cadeirante, menino vaidoso e amante de animais e esportes,principalmente o basquete.
Recebemos nesse dia o autor do livro acima , Sr José Felippe Leite de Abreu, que queria ter uma noção mais global do  desenvolvimento de J.A. , suas possibilidades, as prioridades em sua reabilitação, etc, para melhor ajudá-lo já que a mãe do adolescente é funcionária em sua casa há muitos anos.

Foi uma grata surpresa ver que esse homem, empresário,  tão ocupado, se debruça com tanta paixão em causas como essa! Ver que, com muita criatividade, ele busca meios de ajudar e também procura a melhor forma de fazê-lo.

Por sinal, o livro (foto) foi impresso por ele para comemorar seus 60 anos de vida. Na festa, a cada convidado foi sugerido que trocasse o presente ao aniversariante por uma quantia em dinheiro para uma poupança para o J.A.
Dessa forma José pôde, além do dinheiro, dividir com seus amigos a história que tanto o motivou por esses anos todos. Uma das crônicas  do livro se intitula: "O vôo de Anailton" e lindamente coloca em palavras o sonho de seu personagem e de todos nós : "Eu quero voar!!!"


Bem, a carreira de uma fisioterapeuta com relação à Inclusão das Pessoas com Deficiência é cheia de surpresas.
Umas boas, outras nem tanto, e outras ainda maravilhosas como essa!
Fazer parte de um grupo, poder ajudar a direcionar aquele que quer fazer algo por alguém, contribuir com nosso conhecimento para ajudar a priorizar e equacionar as necessidades de alguém frente ao processo inclusivo é sem dúvida uma das coisas mais gratificantes em nossa profissão.

Quanto ao J.A., depois de toda conversa, decidimos que a prioridade seria resolver o problema de moradia, que hoje é completamente inacessível, para trazer a ele a autonomia na mobilidade necessária para seu desenvolvimento enquanto um jovem cidadão em formação.
Continuará com as aulas de reforço com uma professora especializada, agora já com o computador funcionando, e o processo de encaminhamento para a cirurgia de correção das deformidades pedida há tempos será agora refeito e  acompanhado de perto por seu "tutor" e "anjo da guarda". Depois disso a Empregabilidade e ...

Isso é a verdadeira Inclusão. O envolvimento e comprometimento de todos, com Deficiência ou não, visando a "Igualdade em meio à Diversidade" .

Bonito ver isso sair do papel assim, bem diante dos nossos olhos!


Valeu "Zé Broca"! Você nos ensinou muito naquela manhã!


Nilcea

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Estímulo, carinho e respeito



Em Junho desse ano (2011) recebi um email muito simpático de uma Fisioterapeuta, recém-formada,  lá de Acopiara- CE.

Nele, a Daiana me contava de suas lutas e vitórias, suas esperanças e sonhos em relação à profissão que abraçara.

Deixo que ela mesma fale (com a devida autorização, ok?) :





"Olá, queria muito agradecer à vc, nem sei se lembra de mim, ano passado, + ou - em julho, te mandei uns e-mails pedindo umas dicas pro meu projeto de pesquisa, sou a aluna de fortaleza, que queria desenvolver um projeto falando da importância da fisioterapia no processo de inclusão, lembra que te disse que quando vi teu blog, ai, que feliz fiquei, pensava que ninguém mais no mundo tinha interesse nesse assunto, por intermédio seu, consegui o trabalho de suas alunas e consegui desenvolver muita coisa, a bibliografia delas tb ajudou, pq aí pude encontrar muitos trabalhos relacionados e utilizei muitas citações dos trabalhos, a ficha de avaliação, utilizei muita coisa dela, foi ótimo, nos meus agradecimentos, tem lá seu nome, disse pra banca que Deus tinha te colocado no meu caminho p me ajudar, sou muito grata mesmo, o trabalho ficou bom, me formei e estou trabalhando no interior onde nasci, voltei a terrinha pra prestar serviço pra minha comunidade, to muito feliz, aos pulos, e ainda + pq consegui uma parceria com a secretaria de educação aki e to começando um trabalho de fisioterapia nas escolas, imagina só, uma fisioterapeuta da educação, gente, é um sonho, pq nunca pensei que eu pudesse trabalhar com os meus dois campos de estudo. Nilcea tava buscando inspiração, pra conversar com esses pais e os gestores da cidade, a reunião não vai ser fácil, e tava olhando teu blog de novo, tentando colar aqui algumas idéias, gostaria muito que soubesse que sou sua fã e mesmo não te conhecendo, puxa, vc me ajudou tanto. De verdade, obg! Esperando novos posts tá?

Obg por tudo!
Daiana Almeida"


Gostoso, não é?
Pedi a ela se poderia postar seu email aqui no blog na esperança de que suas palavras ajudassem outras pessoas que, por esse Brasil afora, também lutam por um trabalho da Fisioterapia na Inclusão das crianças com Deficiência na Educação.


Surpresa foi ter recebido como resposta outro email ainda mais emocionante. Vibrante mesmo!! 
Vou resumir para vocês: 


Daiana foi contratada pela Prefeitura para um projeto de Fisioterapia na Educação, tem dado palestras aos pais, aos professores, visitado alunos, atendido dentro da escola com enfase em Psicomotricidade, dado entrevista na rádio... ufa!!! 


Em suas palavras: "Está mexendo mesmo com todo mundo!"


Mas o que mais me comoveu (além da história da própria autora do email) e quero compartilhar com vocês foi o caso de um aluno adolescente, com atrofia do cerebelo, que devido às suas dificuldades estava desmotivado para frequentar a Escola.
Pois não é que com jeitinho, com muita criatividade e carinho, a Daiana conseguiu que ele voltasse ao convívio que lhe é de direito ? 


Esse post é dedicado a ela, que foi para longe de  sua casa  se capacitar nessa área tão linda que é a Fisioterapia.
Que voltou ao seu lugar de origem para, com muita garra, amor e inteligência, fazer a diferença!


Nilcea 



domingo, 30 de outubro de 2011

Perguntas e respostas



Olá,
tenho recebido alguns emails com questões de fisioterapeutas de  todo o Brasil querendo trocar experiencias sobre alguns assuntos relativos à Inclusão.


Por isso, decidi postar aqui algumas das respostas que enviei a elas na esperança que possa ajudar a mais profissionais que investem nessa área. 



Assunto: CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES - Jaqueline de Rondônia




Resposta: Fiquei feliz por me contatar e espero poder ajudar.

Como vc viu no blog, trabalhei por 10 anos na Secretaria de Educação (agora estamos na Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiencia) e uma das nossas atribuições como equipe era a capacitação de professores.
A primeira coisa que a gente notou foi uma certa resistencia dos professores em manter esses alunos em suas salas. Alegando falta de conhecimento ou de apoio. 

Básicamente nossa estratégia ao longo desses anos todos foi:

1. Conscientização da realidade da Inclusão (por lei) e da necessidade de aceitação desses alunos

2. Desmitificação do "deficiente"

3. Abordagem clara das diversas patologias (sd down, PC, Autismo, TID, Def Intelectual, etc) sempre baseado em casos reais que eles conheçam

4. Órteses e próteses

5. Uso e indicação de cadeira de rodas, principalmente do uso adequado das adaptações

6. Adequação postural e sua importancia na alimentação e nas atividades escolares

7. Integração sensorial

Tivemos muitas vezes que ir contra a demanda de "receitas prontas" que os professores queriam pois entendemos que não é esse o nosso papel. Passamos a eles a parte técnica porém na parte que compete ao professor eles são a referencia! 

Minha posição é de que o saber inerente à nossa formação "não interessa" ao professor e sim devemos procurar saber  qual é a demanda/necessidade dele para podermos agir. 
Não adianta falarmos aquilo que achamos que seria bom se não for aquilo que eles precisam no dia a dia.
Para isso nossa postura ao lado deles e não acima é fundamental!

abs

Nilcea 




domingo, 16 de outubro de 2011

Sugestão de Blog




Há pouco tempo, através do meu filho e nora conheci um casal muito simpático: Heloiza e Lucas.

Ambos professores de Educação Física e proprietários de uma Academia de Natação no interior de São Paulo.

Depois que nos conhecemos, a Helô resolveu abrir um blog para compartilhar suas "aventuras". Isso porque eles tem duas filhas pequenas: a Joana e a Luisa.

O que me levou a postar aqui sobre o blog dela foi o último post, que eu considerei tremendamente "inclusivo".

Nele, essa mamãe multitask conta sobre uma tarde no parque com as duas e considerando que a Joaninha é uma menina com sequela de Encefalopatia Crônica Não Evolutiva (PC)  pensei que seria muito útil  para possíveis leitores deste blog aqui.
Até para sugerirem para as mães de seus pacientes como incentivo a uma maior inclusão de nossas crianças.

Bem, o blog é esse AQUI

Boa leitura!!

abs
Nilcea

domingo, 25 de setembro de 2011

Desafios




Como parte das minhas novas atribuições desde que passamos a ser a Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiência, fui convidada a falar a um grupo de funcionários de uma Empresa de Tecnologia de Informação em Alphaville  colaborando com o Departamento de Empregabilidade.

A empresa solicitou uma palavra nossa com relação às Deficiências a seus funcionários no sentido de esclarecer e sensibilizar a equipe para a Inclusão Social prevista em Lei.
Foi um momento bem interessante, cerca de trinta jovens participaram e pudemos explicar um pouco sobre cada deficiência e pontuar algumas dicas de relacionamento para o dia a dia na empresa e na vida pessoal.

Espero sinceramente ter podido ajudar a plantar a semente da Inclusão naqueles jovens. Engraçado é que desde que saímos da Inclusão Escolar especificamente tenho visto e sentido que caminhamos para um trabalho bem mais amplo e abrangente. A tão sonhada Inclusão Social.

É um tremendo desafio mas é tão revigorante acordar a cada dia e saber que de alguma forma estamos fazendo parte da história e que a forma como ela será escrita depende também de mim e do meu trabalho e compromisso!

Uma questão levantada por um rapaz na palestra ainda me incomoda e me leva a uma reflexão mais profunda: Por que a Tecnologia Assistiva custa tão caro? 
Bem, mas isso é outro assunto e fica para outra hora.

abs

Nilcea

segunda-feira, 20 de junho de 2011

Cuidadores e cuidados ...

No mês de março deste ano,  uma nova turma de cuidadores estava sendo admitida na Prefeitura para trabalhar nas salas de  AEE ( Apoio Educacional Especializado) das Escolas aqui em Barueri-SP.

DEPARTAMENTO TÉCNICO DE EDUCAÇÃO ESPECIAda SDPD responsável pela capacitação continuada da rede pediu à Fono Sandra Ciafreis e a mim que fizéssemos uma primeira palestra  sobre as principais necessidades dos alunos com deficiencia no contexto escolar.

Depois de muito pensar, optamos por uma abordagem prática, uma vez que muitos daqueles funcionários estavam tendo sua primeira experiencia nesse tipo de trabalho.
Logo no início a fala da psicopedagoga Marly Marisa chamou a atenção e sensibilizou  a platéia sobre o que é ser cuidador e sua importancia na inclusão escolar e portanto na vida dessas crianças.
Sandra e eu abordamos 4 pontos: banheiro, troca de roupas e fraldas, higiene bucal e alimentação.

Numa linguagem clara, acredito que conseguimos passar algumas coisas que serão importantes para o inicio do trabalho.

Tivemos uma boa repercussão e estaremos participando no próximo semestre numa continuação, de caráter mais prático, desses mesmos temas.

Como dá para notar, a partir do momento em que você faz parte de uma Equipe Multidisciplinar, sempre haverá alguma coisa em que poderá ajudar! Basta se dispor e aceitar o desafio!

Agora, o mais interessante é que muito além da parte técnica, coisa que deverá ser assimilada aos poucos, algo sobressaiu naquilo que queríamos passar àquelas pessoas: o RESPEITO e a VALORIZAÇÃO da pessoa com (ou sem) deficiência.
Respeito e dignidade no trocar de suas roupas, no toque necessário do corpo, na ajuda física e intelectual, na compreensão do espaço devido ao outro...


"Não existe outra via para a solidariedade humana senão a procura e o respeito da dignidade individual."  Pierre Nouy

abs

Nilcea

PS. 
Tremendamente feliz com o email da Daiana Almeida, Educadora e Fisioterapeuta lá de Acopiara - CE !!!

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

ProJetO MaTraCa - o Retorno

Conforme prometi, voltei para contar como foi a palestra no Projeto Matraca da Sec. da Saúde de Barueri.
Minha fala faria parte do programa de férias daquela turma e após muito pensar resolvi que abordaria :  
A Inclusão Social e Dicas de Relacionamento com Pessoas com Deficiência.

Havia cerca de vinte e poucas pessoas entre adolescentes e responsáveis.
Apesar de ser aberto à comunidade, apenas um pai preocupado compareceu sem ser do Projeto. (Sua filha parece ter uma Deficiencia Intelectual )

Ao chegar conversei um pouco com o Paulo Henrique, psicopedagogo, sobre o Projeto, seus objetivos e dificuldades. Ele me disse que neste ano obteve várias devolutivas positivas das Escolas com relação ao comportamento dos alunos.Isso prova que é uma idéia que deu certo! Que bom!

Bem, após as apresentações, como estávamos num grupo de idades muito diferentes (pais e filhos) comecei resgatando o conhecimento deles sobre o assunto. Para minha surpresa, poucos ali tinham alguma pessoa com deficiência próxima a eles!

De uma forma bem simples e abrangente, falei sobre a Lei Federal de Inclusão, as deliberações sobre a Educação Especial, o processo de Inclusão em Barueri que se iniciou com a Inclusão Escolar e portanto o trabalho realizado pelo antigo DAE - Departamento de Apoio Especializado da Secretaria da Educação.
e,ao final,  a partir de uma cartilha elaborada usando principalmente um texto do Instituto Ethos (pág. 47)  discuti com eles as dicas propostas para cada Deficiência.

O assunto fluiu de uma forma natural porque quando se pensa que a Inclusão é algo que está acontecendo de fato (talvez num ritmo  menor do que desejamos, mas está!) a gente sabe que cada vez mais vamos nos encontrar com pessoas com deficiência por onde andarmos, quer seja na escola, no supermercado, no elevador, no trabalho, no cinema, e por aí vai...
E isso nos leva a pensar de que maneira eu devo me comportar, como me relacionar com essas pessoas?

Naquela pouco menos de hora e meia tentei passar àqueles jovens  que, não importa qual a nossa condição física, financeira ou mesmo intelectual, somos todos cidadãos, merecedores de respeito e consideração por parte do outro.

Comecei e terminei falando de RESPEITO e do quanto isso é importante para a construção de uma sociedade saudável.

Obrigada Jonathan, Pedro H, Renan, Tayná, Vitor G., Mauricio A., Alan C., Erik A., Filipe, Gabriel R. e Tales!


Valeu demais!

abs

Nilcea

segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

PrOjeTo MaTracA

Fui convidada a dar uma palestra sobre Deficiencia no Projeto Matraca aqui em Barueri.

Esse Projeto alcança meninos e meninas com alterações de comportamento e a palestra em questão faz parte do ensino sobre cidadania.

Fiquei super feliz.
Adolescentes são minha paixão, trabalho com eles em  minha comunidade há mais de 20 anos e é sempre desafiador acompanhar e ajudar o seu desenvolvimento.

Falar sobre Deficiencia para mim é falar sobre Inclusão. Inclusão é cidadania. Cidadania passa por respeito e auto-estima.

Ainda estou elaborando como e o que falar a esses jovens. Comecei acionando os adolescentes que conheço para responderem algumas questões, via facebook, para me ajudar a entender o que  e o quanto eles sabem sobre o assunto.

Já tenho quase certo que mais que estar à disposição para dirimir suas dúvidas, meu papel será ajudá-los a pensar sobre o assunto. Tirar suas próprias conclusões. Definir seus próprios posicionamentos.

Já deu pra notar que estou animada, não?

Espero que de alguma forma, aquela hora e meia que passaremos juntos possa fazer diferença na vida daqueles jovens cidadãos.

Volto pra contar como foi, ok?

abs

Nilcea

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

41 anos de Fisioterapia no Brasil

A Revista do CREFITO-SP fez uma homenagem aos 41 anos da Fisioterapia no Brasil e pediu que a gente mandasse frases curtas dizendo porque amam ser Fisio. Eis a minha resposta... publicada!!!



                                                                                    foto by Adriana Poli

abs

Nilcea

Casa Nova

Mudamos.

A cidade de Barueri resolveu há alguns meses implantar uma nova Secretaria  -  SDPD -  Secretaria Dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Esta nova Secretaria pretende unificar todas as ações que eram feitas nas diversas secretarias e que digam respeito à pessoa com deficiência visto que em muitas delas já haviam projetos ou técnicos especializados tratando do assunto. 
Pois bem, o Departamento de Apoio Especializado no qual eu trabalhava era um desses lugares onde, estando na Secretaria de Educação, trabalhávamos com o deficiente sob o ponto de vista de sua inclusão escolar e necessidades especiais.
Acontece que a nova Secretaria foi montada usando o plano de ação do DAE e ampliando-o. Ou seja, estamos trabalhando agora num âmbito maior e mais complexo.
Somos uma das primeiras no Brasil. Temos a Nacional ; a Estadual e pelo menos  duas Municipais: uma em Avaré-SP e outra em Sta Fé do Sul - SP .
Foi um grande passo. E é sem dúvida o caminho a seguir. Agindo de uma maneira mais organizada e coesa talvez obtenhamos mais resultados em prazos mais curtos.
Pretendo postar aqui o que for acontecendo na casa nova, ok? Quem sabe aí onde você está, meu querido leitor, você não possa fazer as coisas acontecerem?

Quanto à Inclusão, até agora ainda não sei como ficaremos, qual será a nossa atuação (Fisioterapeutas).Mas continuo o que já plantamos mesmo porque, na nova Secretaria, haverá espaço para a Psicomotricidade e talvez aí seja um bom campo para atendermos os alunos com deficiencia. Continuo também com o projeto de Assessoria e Supervisão à Inclusão com minha amiga Adriana(psicopedagoga) para a rede privada de escolas. Assim poderei continuar postando alguns casos por aquí...

Ah! Maríssia e Rosane, não esqueci de vocês não, viu? É que é meio difícil mesmo o que me pediram mas continuo procurando.

abs

Nilcea

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Acessibilidade e Inclusão

 

 

"Se o lugar não está pronto para receber TODAS as pessoas, então o lugar é deficiente" Thais Frota


Outro dia, topei com um retweet de uma amiga ( @Mariana_Bastos) que falava sobre Acessibilidade e Inclusão

Foi uma grata surpresa pois a pessoa mencionada é uma jovem arquiteta que dedica sua vida profissional ao direito das pessoas de ir e vir com segurança e respeito.

Thais Frota tem um site  www.blog.thaisfrota.com muito interessante, muitas vezes divertido, porém sério e competente naquilo a que se propõe.Cheio de dicas preciosas, fotos, vídeos, denúncias e soluções para os problemas que enfrentamos em relação a acessibilidade/locomoção todos os dias, em todos os lugares em nossas cidades.  Thais mantém uma conversação agradável e sem "tecniquês" fazendo de sua página uma conversa gostosa sobre um assunto relevante.

Vale a pena dar uma olhada e marcar em seus favoritos. 

 

abs

Nilcea

 

PS. Finalmente meu notebook saiu da UTI e está pronto a cooperar comigo e com este singelo blog! 

Estava com saudades!


 



 

 

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Férias...

Depois de um período um pouco corrido aqui no trabalho parei para pensar um pouco sobre...


Em todos os lugares nos quais trabalhei com Neurologia era possível parar por uma ou duas semanas no meio do ano. Será que isso é bom ou ruim? Que (des)vantagem o paciente tem com essa possibilidade? Para quem são as férias? Para o terapeuta ou para o paciente? Não há problema na solução de continuidade do tratamento?

Pensando...

Em se tratando de um tratamento de médio/longo prazo como é o da Neurologia, para mim, sem dúvida as férias são um  ponto positivo.

Quando eu trabalhava em uma policlínica particular, certa vez um desses "consultores de empresa" quis implantar o mesmo sistema de férias a todos os setores e funcionários. Nós fisioterapeutas, tivemos que argumentar com o dono. Daí a reflexão:

- em relação ao paciente: uma parada na rotina é bem vinda não só para o  próprio como para a família que nem sempre tem condições favoráveis de comparecer à terapia quando os demais filhos se encontram em casa necessitando de sua atenção.
Férias é um período de descobertas, possíveis passeios (nem que seja à casa de parentes em outro bairro), contato mais tranquilo com o restante da família e quem sabe até de aprendizados novos de novas maneiras. Não nos esqueçamos que a variedade de experiências é muito importante para as pessoas com defasagem no desenvolvimento neuropsicomotor.

- em relação ao terapeuta: no trabalho neurológico o desgaste do profissional é bem maior pois as questões dos pacientes se apresentam a nós com muito maior profundidade e urgência. De nosso cuidado depende a (re)habilitação ou não daquela pessoa, e isso é muito sério.
Portanto, há aí o desgaste mental, físico e emocional do terapeuta que merecidamente carece de um período, por pequeno que seja, de descanso.

Lógico que não podemos esquecer que para liberar um paciente para um descanso há que se fazer um trabalho de orientação cuidadoso. Essencial  para que, durante esse período, aquilo que foi ganho nas terapias não se perca.
Em geral, tenho o costume de manter o paciente e seu responsável bem inteirado das atividades e seus objetivos.Além de pontuar também as possibilidades de atividades extras nesse período.
Assim, entramos nesse tempo de férias com a certeza de que na volta prosseguiremos com muito mais ânimo.

Obs.

1. Entenda-se que falo de um período de 1 ou 2 semanas no máximo.
2. Que tudo isso NÃO se aplica quando o paciente é uma criança em fase de criação de vínculo ao terapeuta.

Boas férias!

abs

Nilcea

** Comentem à vontade. Essa é a minha opinião mas não é a única! **

sábado, 26 de junho de 2010

aviso por email

Olá!     

Algumas pessoas me pediram que as avisasse quando postasse algo novo.

O melhor jeito que encontrei, já que sou nova nessa história de blog, foi pedir a vcs que me passassem seus emails pelo comentário ou por email que eu configuro para que, assim que haja um novo post, vcs já saibam.

O que acham?

Fiquem à vontade!

Ah! E por favor, respondam a enquete ao lado!                                

abs

Nilcea

sábado, 19 de junho de 2010

Receptividade nas Escolas

Falar sobre Receptividade nas Escolas  com relação à equipe técnica é um pouco difícil pois as experiências são múltiplas e tão diversas!!
Mas vou tentar, principalmente porque a Rosane (Salvador,BA)  pediu que o fizesse! ; )





As experiências vão desde aquela escola onde você percebe que fêz diferença até aquela onde nítidamente poderíamos ter deixado de ir que o resultado seria o mesmo!

Para mim, com relação ao professor/gestão muito disso se resume a uma palavra: disposição.


Disposição de aprender,
Disposição de procurar ferramentas úteis ao trabalho,
Disposição de se envolver com o caso,
Disposição de arregaçar as mangas,
Disposição de muitas vezes deixar suas certezas e admitir a realidade  por outra óptica.

Prefiro (e isso faz parte do meu perfil desde sempre) pensar naquelas onde a visita foi positiva de alguma forma e quanto às outras, usar os erros para aprender a fazer melhor.

Senão, vejamos:

A Inclusão é uma realidade pela lei no País  e de fato em muitos Municípios .

Começa aí uma demanda muito grande por conhecimento de coisas que, até agora, estavam apenas no âmbito clínico .
Explico: aquela criança cuja vida se resumia a terapias e médicos agora está matriculada na Escola e... FREQUENTANDO !!!!
Os pais compraram a idéia e não se sujeitam mais a ver seus filhos excluídos da vida a que têem direito.

Então... onde buscar ajuda? Quem seria a pessoa mais apta a dar uma primeira informação sobre este aluno?

É aí que entramos, como terapeutas, para dirimir dúvidas e ajudar no que nos é possível.

Para mim, esses são os dois pontos principais.
  •  Dirimir dúvidas. Costumo dizer que, quando vou às Escolas,  tenho vontade de usar aquela camiseta usada nos supermercados onde se lê: "Em que posso ajudar?". 
           Porque convenhamos, o professor tem dúvidas bem específicas  portanto, a não ser que seja           
           pedido, não cabe aí uma extensa explanação teórica sobre a patologia, etc, etc, etc
           Às vezes temos a tentação de demonstrar nosso saber mais do que deveríamos e aí é o
           bom senso que ajuda muito nessas horas.
  • Ajudar no que nos é possível. Não somos deuses nem um poço infinito de saber, portanto: sim, haverá muita coisa que não seremos capazes de solucionar!
          E aí cabe uma boa parcela de sinceridade e disposição de buscar aquilo que for necessário.
          Na hora em que nos dispomos a buscar aquilo que poderá de alguma forma aliviar a carga do
          professor surge entre nós uma cumplicidade e empatia impossível de acontecer se nos     
          colocarmos em um pedestal inacessível. 


Acredito que Receptividade numa Escola esteja muito ligada ao poder de se fazer bem recebido do profissional que a visita.

Não custa ouvir antes de sair falando aos borbotões.
Não custa calçar o sapato do outro para ver onde dói.
Não custa admitir que o outro tem um saber que, se aliado ao seu, pode fazer toda a diferença!


abs

Nilcea


** Lembrando que  exponho aqui as minhas impressões sobre o assunto. Nada, mas nada mesmo, impede que vc poste um comentário sobre a sua vivência que pode ser muito diferente! Fique à vontade! Isso só vai ajudar aos leitores, ok? **