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quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Estímulo, carinho e respeito



Em Junho desse ano (2011) recebi um email muito simpático de uma Fisioterapeuta, recém-formada,  lá de Acopiara- CE.

Nele, a Daiana me contava de suas lutas e vitórias, suas esperanças e sonhos em relação à profissão que abraçara.

Deixo que ela mesma fale (com a devida autorização, ok?) :





"Olá, queria muito agradecer à vc, nem sei se lembra de mim, ano passado, + ou - em julho, te mandei uns e-mails pedindo umas dicas pro meu projeto de pesquisa, sou a aluna de fortaleza, que queria desenvolver um projeto falando da importância da fisioterapia no processo de inclusão, lembra que te disse que quando vi teu blog, ai, que feliz fiquei, pensava que ninguém mais no mundo tinha interesse nesse assunto, por intermédio seu, consegui o trabalho de suas alunas e consegui desenvolver muita coisa, a bibliografia delas tb ajudou, pq aí pude encontrar muitos trabalhos relacionados e utilizei muitas citações dos trabalhos, a ficha de avaliação, utilizei muita coisa dela, foi ótimo, nos meus agradecimentos, tem lá seu nome, disse pra banca que Deus tinha te colocado no meu caminho p me ajudar, sou muito grata mesmo, o trabalho ficou bom, me formei e estou trabalhando no interior onde nasci, voltei a terrinha pra prestar serviço pra minha comunidade, to muito feliz, aos pulos, e ainda + pq consegui uma parceria com a secretaria de educação aki e to começando um trabalho de fisioterapia nas escolas, imagina só, uma fisioterapeuta da educação, gente, é um sonho, pq nunca pensei que eu pudesse trabalhar com os meus dois campos de estudo. Nilcea tava buscando inspiração, pra conversar com esses pais e os gestores da cidade, a reunião não vai ser fácil, e tava olhando teu blog de novo, tentando colar aqui algumas idéias, gostaria muito que soubesse que sou sua fã e mesmo não te conhecendo, puxa, vc me ajudou tanto. De verdade, obg! Esperando novos posts tá?

Obg por tudo!
Daiana Almeida"


Gostoso, não é?
Pedi a ela se poderia postar seu email aqui no blog na esperança de que suas palavras ajudassem outras pessoas que, por esse Brasil afora, também lutam por um trabalho da Fisioterapia na Inclusão das crianças com Deficiência na Educação.


Surpresa foi ter recebido como resposta outro email ainda mais emocionante. Vibrante mesmo!! 
Vou resumir para vocês: 


Daiana foi contratada pela Prefeitura para um projeto de Fisioterapia na Educação, tem dado palestras aos pais, aos professores, visitado alunos, atendido dentro da escola com enfase em Psicomotricidade, dado entrevista na rádio... ufa!!! 


Em suas palavras: "Está mexendo mesmo com todo mundo!"


Mas o que mais me comoveu (além da história da própria autora do email) e quero compartilhar com vocês foi o caso de um aluno adolescente, com atrofia do cerebelo, que devido às suas dificuldades estava desmotivado para frequentar a Escola.
Pois não é que com jeitinho, com muita criatividade e carinho, a Daiana conseguiu que ele voltasse ao convívio que lhe é de direito ? 


Esse post é dedicado a ela, que foi para longe de  sua casa  se capacitar nessa área tão linda que é a Fisioterapia.
Que voltou ao seu lugar de origem para, com muita garra, amor e inteligência, fazer a diferença!


Nilcea 



domingo, 30 de outubro de 2011

Perguntas e respostas



Olá,
tenho recebido alguns emails com questões de fisioterapeutas de  todo o Brasil querendo trocar experiencias sobre alguns assuntos relativos à Inclusão.


Por isso, decidi postar aqui algumas das respostas que enviei a elas na esperança que possa ajudar a mais profissionais que investem nessa área. 



Assunto: CAPACITAÇÃO DE PROFESSORES - Jaqueline de Rondônia




Resposta: Fiquei feliz por me contatar e espero poder ajudar.

Como vc viu no blog, trabalhei por 10 anos na Secretaria de Educação (agora estamos na Secretaria dos Direitos da Pessoa com Deficiencia) e uma das nossas atribuições como equipe era a capacitação de professores.
A primeira coisa que a gente notou foi uma certa resistencia dos professores em manter esses alunos em suas salas. Alegando falta de conhecimento ou de apoio. 

Básicamente nossa estratégia ao longo desses anos todos foi:

1. Conscientização da realidade da Inclusão (por lei) e da necessidade de aceitação desses alunos

2. Desmitificação do "deficiente"

3. Abordagem clara das diversas patologias (sd down, PC, Autismo, TID, Def Intelectual, etc) sempre baseado em casos reais que eles conheçam

4. Órteses e próteses

5. Uso e indicação de cadeira de rodas, principalmente do uso adequado das adaptações

6. Adequação postural e sua importancia na alimentação e nas atividades escolares

7. Integração sensorial

Tivemos muitas vezes que ir contra a demanda de "receitas prontas" que os professores queriam pois entendemos que não é esse o nosso papel. Passamos a eles a parte técnica porém na parte que compete ao professor eles são a referencia! 

Minha posição é de que o saber inerente à nossa formação "não interessa" ao professor e sim devemos procurar saber  qual é a demanda/necessidade dele para podermos agir. 
Não adianta falarmos aquilo que achamos que seria bom se não for aquilo que eles precisam no dia a dia.
Para isso nossa postura ao lado deles e não acima é fundamental!

abs

Nilcea