segunda-feira, 27 de dezembro de 2010

PrOjeTo MaTracA

Fui convidada a dar uma palestra sobre Deficiencia no Projeto Matraca aqui em Barueri.

Esse Projeto alcança meninos e meninas com alterações de comportamento e a palestra em questão faz parte do ensino sobre cidadania.

Fiquei super feliz.
Adolescentes são minha paixão, trabalho com eles em  minha comunidade há mais de 20 anos e é sempre desafiador acompanhar e ajudar o seu desenvolvimento.

Falar sobre Deficiencia para mim é falar sobre Inclusão. Inclusão é cidadania. Cidadania passa por respeito e auto-estima.

Ainda estou elaborando como e o que falar a esses jovens. Comecei acionando os adolescentes que conheço para responderem algumas questões, via facebook, para me ajudar a entender o que  e o quanto eles sabem sobre o assunto.

Já tenho quase certo que mais que estar à disposição para dirimir suas dúvidas, meu papel será ajudá-los a pensar sobre o assunto. Tirar suas próprias conclusões. Definir seus próprios posicionamentos.

Já deu pra notar que estou animada, não?

Espero que de alguma forma, aquela hora e meia que passaremos juntos possa fazer diferença na vida daqueles jovens cidadãos.

Volto pra contar como foi, ok?

abs

Nilcea

segunda-feira, 1 de novembro de 2010

41 anos de Fisioterapia no Brasil

A Revista do CREFITO-SP fez uma homenagem aos 41 anos da Fisioterapia no Brasil e pediu que a gente mandasse frases curtas dizendo porque amam ser Fisio. Eis a minha resposta... publicada!!!



                                                                                    foto by Adriana Poli

abs

Nilcea

Casa Nova

Mudamos.

A cidade de Barueri resolveu há alguns meses implantar uma nova Secretaria  -  SDPD -  Secretaria Dos Direitos da Pessoa com Deficiência. Esta nova Secretaria pretende unificar todas as ações que eram feitas nas diversas secretarias e que digam respeito à pessoa com deficiência visto que em muitas delas já haviam projetos ou técnicos especializados tratando do assunto. 
Pois bem, o Departamento de Apoio Especializado no qual eu trabalhava era um desses lugares onde, estando na Secretaria de Educação, trabalhávamos com o deficiente sob o ponto de vista de sua inclusão escolar e necessidades especiais.
Acontece que a nova Secretaria foi montada usando o plano de ação do DAE e ampliando-o. Ou seja, estamos trabalhando agora num âmbito maior e mais complexo.
Somos uma das primeiras no Brasil. Temos a Nacional ; a Estadual e pelo menos  duas Municipais: uma em Avaré-SP e outra em Sta Fé do Sul - SP .
Foi um grande passo. E é sem dúvida o caminho a seguir. Agindo de uma maneira mais organizada e coesa talvez obtenhamos mais resultados em prazos mais curtos.
Pretendo postar aqui o que for acontecendo na casa nova, ok? Quem sabe aí onde você está, meu querido leitor, você não possa fazer as coisas acontecerem?

Quanto à Inclusão, até agora ainda não sei como ficaremos, qual será a nossa atuação (Fisioterapeutas).Mas continuo o que já plantamos mesmo porque, na nova Secretaria, haverá espaço para a Psicomotricidade e talvez aí seja um bom campo para atendermos os alunos com deficiencia. Continuo também com o projeto de Assessoria e Supervisão à Inclusão com minha amiga Adriana(psicopedagoga) para a rede privada de escolas. Assim poderei continuar postando alguns casos por aquí...

Ah! Maríssia e Rosane, não esqueci de vocês não, viu? É que é meio difícil mesmo o que me pediram mas continuo procurando.

abs

Nilcea

terça-feira, 7 de setembro de 2010

Acessibilidade e Inclusão

 

 

"Se o lugar não está pronto para receber TODAS as pessoas, então o lugar é deficiente" Thais Frota


Outro dia, topei com um retweet de uma amiga ( @Mariana_Bastos) que falava sobre Acessibilidade e Inclusão

Foi uma grata surpresa pois a pessoa mencionada é uma jovem arquiteta que dedica sua vida profissional ao direito das pessoas de ir e vir com segurança e respeito.

Thais Frota tem um site  www.blog.thaisfrota.com muito interessante, muitas vezes divertido, porém sério e competente naquilo a que se propõe.Cheio de dicas preciosas, fotos, vídeos, denúncias e soluções para os problemas que enfrentamos em relação a acessibilidade/locomoção todos os dias, em todos os lugares em nossas cidades.  Thais mantém uma conversação agradável e sem "tecniquês" fazendo de sua página uma conversa gostosa sobre um assunto relevante.

Vale a pena dar uma olhada e marcar em seus favoritos. 

 

abs

Nilcea

 

PS. Finalmente meu notebook saiu da UTI e está pronto a cooperar comigo e com este singelo blog! 

Estava com saudades!


 



 

 

quinta-feira, 15 de julho de 2010

Férias...

Depois de um período um pouco corrido aqui no trabalho parei para pensar um pouco sobre...


Em todos os lugares nos quais trabalhei com Neurologia era possível parar por uma ou duas semanas no meio do ano. Será que isso é bom ou ruim? Que (des)vantagem o paciente tem com essa possibilidade? Para quem são as férias? Para o terapeuta ou para o paciente? Não há problema na solução de continuidade do tratamento?

Pensando...

Em se tratando de um tratamento de médio/longo prazo como é o da Neurologia, para mim, sem dúvida as férias são um  ponto positivo.

Quando eu trabalhava em uma policlínica particular, certa vez um desses "consultores de empresa" quis implantar o mesmo sistema de férias a todos os setores e funcionários. Nós fisioterapeutas, tivemos que argumentar com o dono. Daí a reflexão:

- em relação ao paciente: uma parada na rotina é bem vinda não só para o  próprio como para a família que nem sempre tem condições favoráveis de comparecer à terapia quando os demais filhos se encontram em casa necessitando de sua atenção.
Férias é um período de descobertas, possíveis passeios (nem que seja à casa de parentes em outro bairro), contato mais tranquilo com o restante da família e quem sabe até de aprendizados novos de novas maneiras. Não nos esqueçamos que a variedade de experiências é muito importante para as pessoas com defasagem no desenvolvimento neuropsicomotor.

- em relação ao terapeuta: no trabalho neurológico o desgaste do profissional é bem maior pois as questões dos pacientes se apresentam a nós com muito maior profundidade e urgência. De nosso cuidado depende a (re)habilitação ou não daquela pessoa, e isso é muito sério.
Portanto, há aí o desgaste mental, físico e emocional do terapeuta que merecidamente carece de um período, por pequeno que seja, de descanso.

Lógico que não podemos esquecer que para liberar um paciente para um descanso há que se fazer um trabalho de orientação cuidadoso. Essencial  para que, durante esse período, aquilo que foi ganho nas terapias não se perca.
Em geral, tenho o costume de manter o paciente e seu responsável bem inteirado das atividades e seus objetivos.Além de pontuar também as possibilidades de atividades extras nesse período.
Assim, entramos nesse tempo de férias com a certeza de que na volta prosseguiremos com muito mais ânimo.

Obs.

1. Entenda-se que falo de um período de 1 ou 2 semanas no máximo.
2. Que tudo isso NÃO se aplica quando o paciente é uma criança em fase de criação de vínculo ao terapeuta.

Boas férias!

abs

Nilcea

** Comentem à vontade. Essa é a minha opinião mas não é a única! **

sábado, 26 de junho de 2010

aviso por email

Olá!     

Algumas pessoas me pediram que as avisasse quando postasse algo novo.

O melhor jeito que encontrei, já que sou nova nessa história de blog, foi pedir a vcs que me passassem seus emails pelo comentário ou por email que eu configuro para que, assim que haja um novo post, vcs já saibam.

O que acham?

Fiquem à vontade!

Ah! E por favor, respondam a enquete ao lado!                                

abs

Nilcea

sábado, 19 de junho de 2010

Receptividade nas Escolas

Falar sobre Receptividade nas Escolas  com relação à equipe técnica é um pouco difícil pois as experiências são múltiplas e tão diversas!!
Mas vou tentar, principalmente porque a Rosane (Salvador,BA)  pediu que o fizesse! ; )





As experiências vão desde aquela escola onde você percebe que fêz diferença até aquela onde nítidamente poderíamos ter deixado de ir que o resultado seria o mesmo!

Para mim, com relação ao professor/gestão muito disso se resume a uma palavra: disposição.


Disposição de aprender,
Disposição de procurar ferramentas úteis ao trabalho,
Disposição de se envolver com o caso,
Disposição de arregaçar as mangas,
Disposição de muitas vezes deixar suas certezas e admitir a realidade  por outra óptica.

Prefiro (e isso faz parte do meu perfil desde sempre) pensar naquelas onde a visita foi positiva de alguma forma e quanto às outras, usar os erros para aprender a fazer melhor.

Senão, vejamos:

A Inclusão é uma realidade pela lei no País  e de fato em muitos Municípios .

Começa aí uma demanda muito grande por conhecimento de coisas que, até agora, estavam apenas no âmbito clínico .
Explico: aquela criança cuja vida se resumia a terapias e médicos agora está matriculada na Escola e... FREQUENTANDO !!!!
Os pais compraram a idéia e não se sujeitam mais a ver seus filhos excluídos da vida a que têem direito.

Então... onde buscar ajuda? Quem seria a pessoa mais apta a dar uma primeira informação sobre este aluno?

É aí que entramos, como terapeutas, para dirimir dúvidas e ajudar no que nos é possível.

Para mim, esses são os dois pontos principais.
  •  Dirimir dúvidas. Costumo dizer que, quando vou às Escolas,  tenho vontade de usar aquela camiseta usada nos supermercados onde se lê: "Em que posso ajudar?". 
           Porque convenhamos, o professor tem dúvidas bem específicas  portanto, a não ser que seja           
           pedido, não cabe aí uma extensa explanação teórica sobre a patologia, etc, etc, etc
           Às vezes temos a tentação de demonstrar nosso saber mais do que deveríamos e aí é o
           bom senso que ajuda muito nessas horas.
  • Ajudar no que nos é possível. Não somos deuses nem um poço infinito de saber, portanto: sim, haverá muita coisa que não seremos capazes de solucionar!
          E aí cabe uma boa parcela de sinceridade e disposição de buscar aquilo que for necessário.
          Na hora em que nos dispomos a buscar aquilo que poderá de alguma forma aliviar a carga do
          professor surge entre nós uma cumplicidade e empatia impossível de acontecer se nos     
          colocarmos em um pedestal inacessível. 


Acredito que Receptividade numa Escola esteja muito ligada ao poder de se fazer bem recebido do profissional que a visita.

Não custa ouvir antes de sair falando aos borbotões.
Não custa calçar o sapato do outro para ver onde dói.
Não custa admitir que o outro tem um saber que, se aliado ao seu, pode fazer toda a diferença!


abs

Nilcea


** Lembrando que  exponho aqui as minhas impressões sobre o assunto. Nada, mas nada mesmo, impede que vc poste um comentário sobre a sua vivência que pode ser muito diferente! Fique à vontade! Isso só vai ajudar aos leitores, ok? **